Fechamento do dólar nesta sexta-feira
O dólar comercial encerrou a última sexta-feira de maio de 2026 em leve alta, pressionado pelo cenário externo e pela cautela dos investidores antes do fim do mês. A cotação de fechamento ficou em torno de R$ 5,72, acumulando variação positiva de aproximadamente 1,8% no mês de maio.
Variação acumulada em maio
Ao longo de maio, o real operou sob pressão de dois fatores principais: a postura do Federal Reserve americano, que manteve os juros elevados por mais tempo do que o mercado esperava, e as incertezas fiscais domésticas relacionadas ao arcabouço fiscal e às projeções de déficit primário para 2026.
O dólar chegou a tocar R$ 5,85 na primeira quinzena do mês, recuando após declarações do Banco Central sinalizando intervenção no mercado de câmbio. O piso do mês foi registrado em R$ 5,61, na segunda semana de maio.
Impacto do Copom
A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em maio manteve a Selic em 13,75% ao ano, decisão que trouxe algum alívio ao câmbio ao sinalizar comprometimento com o controle da inflação. Analistas do mercado financeiro avaliam que a manutenção da taxa contribuiu para evitar uma depreciação mais acentuada do real.
Perspectiva para junho
Para junho, o mercado projeta dólar oscilando entre R$ 5,60 e R$ 5,85, dependendo de três variáveis principais:
- Dados de emprego nos EUA (payroll) — divulgação na primeira semana de junho pode reforçar ou aliviar a pressão sobre o real
- Votação do arcabouço fiscal no Congresso — aprovação de medidas de ajuste fiscal tende a valorizar o real
- Reunião do Fed em junho — qualquer sinalização de corte de juros americanos beneficia moedas emergentes
Euro e outras moedas
O euro fechou a R$ 6,18, com alta de 0,3% no dia. A libra esterlina foi cotada a R$ 7,24. O dólar turístico (para compra em espécie ou cartão de viagem) ficou em torno de R$ 5,98, já incluindo o IOF de 3,38%.
Como acompanhar o câmbio
A cotação oficial do dólar é divulgada pelo Banco Central do Brasil no site bcb.gov.br. Para operações de câmbio, consulte sempre a taxa praticada pela sua instituição financeira, que pode diferir da cotação comercial.
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